O chefe do Setor de Investigações Gerais (SIG) de Dourados, delegado Erasmo Cubas, falou durante coletiva de imprensa sobre os detalhes da prisão do homem de 45 anos acusado de assassinar Alessandro Lopes Mizuguchi, em julho deste ano, em um conjunto de quitinetes no bairro Jardim Tropical.
Conforme noticiado pelo Dourados News, o suspeito foi preso na manhã desta segunda-feira (30) em uma área rural de Maracaju, após meses de investigações.
Segundo Cubas, o caso apresentou dificuldades de investigação no início, pois não havia aparente relação entre vítima e autor. No entanto, cinco dias após o crime, a mãe de Alessandro entregou à polícia uma mochila que havia sido encontrada por populares no local do crime.
Entre os pertences da vítima, foi encontrado um celular que pertencia ao suspeito, provavelmente deixado cair durante a fuga. “A partir desse aparelho, conseguimos identificar o autor, mas ele já havia deixado a cidade, dificultando as buscas”, explicou o delegado.
Com o uso de técnicas avançadas de inteligência e monitoramento tecnológico, a polícia conseguiu localizar o suspeito em uma área rural de Maracaju, onde ele estava trabalhando. Desde então, ele foi monitorado até que, na manhã de hoje, os agentes cumpriram o mandado de prisão, expedido há cinco meses.
Durante o interrogatório, o suspeito confessou o crime e afirmou que foi até o local para consumir bebidas alcoólicas com a vítima. Ele alegou que a vítima tentou iniciar uma relação sexual, o que teria gerado uma briga. Em meio à luta corporal, ele pegou uma faca e desferiu os golpes fatais.
O delegado destacou que, apesar da brutalidade do homicídio, as circunstâncias indicam que o crime ocorreu de forma casual, sem premeditação. “Pelo que apuramos, não havia qualquer vínculo entre eles, acreditamos que o que tenha acalorado a situação foi o fato deles estarem ingerido bebida alcoólica”, concluiu Cubas.