Fonte: UFMS
A Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) envolvida na 20ª Campanha Anual de Promoção do Produto Orgânico: Produto orgânico, justo e sustentável, idealizada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), irá realizar nos dias 05 e 07 de junho, ações para promoção de produtos orgânicos em Campo Grande.
O objetivo da campanha é estimular o debate sobre os benefícios dos alimentos orgânicos, estabelecer relações justas de trabalho e estimular a relação direta entre produtor e consumidor por meio das feiras orgânicas e dos programas de Comunidade que Sustenta a Agricultura.
Promovendo uma organização de agricultores familiares, proporcionando o desenvolvimento de suas comunidades e territórios e implementar a recuperação do meio ambiente enquanto produzem alimentos mais saudáveis.
O produto orgânico, de acordo com a Lei nº 10.831/2003, é aquele que é produzido a partir de um sistema de produção agropecuária mediante a otimização do uso dos recursos naturais e socioeconômicos disponíveis, empregando, sempre que possível, métodos culturais, biológicos e mecânicos, em contraposição ao uso de materiais sintéticos, a eliminação do uso de organismos geneticamente modificados e radiações ionizantes, em qualquer fase do processo de produção, processamento, armazenamento, distribuição e comercialização, e a proteção do meio ambiente.
Atualmente, o Cadastro Nacional de Produtores Orgânicos conta com 25.435 produtores em todo o país. Embora os legumes e verduras sejam os produtos orgânicos mais comuns, o setor oferece uma ampla variedade de opções, desde sucos, grãos, carnes e produtos
Marco Antônio lembra que também há a certificação por auditoria. “Em Mato Grosso do Sul, existe uma certificadora no Sistema de Certificação por Auditoria, a Associação de Produtores Orgânicos de Mato Grosso do Sul (Apoms), que atua em Glória de Dourados, Dourados, região do Vale do Ivinhema e em Ponta Porã, no Itamarati. Os produtores certificados pela Apoms podem ser vendidos no comércio, assim como as certificadoras por auditoria. No Estado, apenas o Instituto Biodinâmico (IBD) está autorizado e essa é uma grande dificuldade para a comercialização dos orgânicos”, completa.
“O que temos bastante no Estado são produtores que trabalham no esquema da produção agroecológica. Isso é de suma importância, pois visa a transição entre o convencional e o orgânico. Um dos desafios da CPOrg é seguir alguns estados, como São Paulo, que já valoriza a produção agroecológica. Lá há um diferencial de preço, inclusive”, pontua.
De acordo com a técnica-administrativa do Inbio, Flávia Maria Leme, responsável pela organização da oficina, há mais de 30 produtores inscritos na atividade.


