Caminhoneiros que transportam grãos enfrentam condições precárias para descarregar cargas no porto de Miritituba, no Pará; gargalos logísticos expõem problemas históricos da infraestrutura brasileira e elevam custos do agronegócio.
O escoamento da safra de grãos no Brasil voltou a evidenciar um dos principais gargalos logísticos do país. Caminhoneiros que transportam soja para exportação denunciaram condições precárias e filas quilométricas para acessar o porto de Miritituba, no Pará, um dos principais pontos de embarque do chamado Arco Norte.
Relatos apontam que motoristas ficaram até três dias aguardando para descarregar as cargas, muitas vezes sem acesso a água potável, banheiros ou locais adequados para descanso. No auge do congestionamento, a fila de caminhões chegou a aproximadamente 45 quilômetros, ocupando trechos da BR-163, rodovia fundamental para o transporte de grãos do Centro-Oeste para o Norte do país.


