O mercado do boi gordo iniciou julho em um ambiente completamente diferente daquele observado ao longo do primeiro semestre. Depois de meses marcados pela valorização da arroba, impulsionada pela forte demanda internacional e pelas exportações recordes, o setor passou a conviver com um movimento de ajuste que reduziu o ritmo das negociações e devolveu poder de barganha à indústria frigorífica.
A principal razão para essa mudança está diretamente ligada ao comércio exterior. A proximidade do esgotamento da cota anual de exportação de carne bovina para a China levou diversos frigoríficos a reduzirem a capacidade de abate, conceder férias coletivas em algumas unidades e desacelerar as compras de animais terminados, provocando queda nas cotações em praticamente todas as principais praças pecuárias do país.


